Superfície ocular Publicado em 16 de junho de 2026 8 min de leitura

Olho seco: causas, sintomas e cuidados no dia a dia

A sensação de areia, ardência e cansaço nos olhos pode ter relação com o olho seco, uma condição cada vez mais comum. Entenda as causas, os sintomas e os cuidados que fazem parte do manejo, lembrando que a avaliação oftalmológica orienta cada caso.

O olho seco é uma condição em que a superfície do olho não fica adequadamente lubrificada, seja porque a produção de lágrima está reduzida, seja porque a lágrima evapora rápido demais ou não tem a qualidade necessária. O resultado é aquela sensação de desconforto que muita gente conhece, mas nem sempre associa ao olho seco.

É uma condição cada vez mais frequente, em parte pelo estilo de vida moderno, com muitas horas em frente a telas e ambientes com ar condicionado. Entender as causas, reconhecer os sintomas e conhecer os cuidados ajuda a conviver melhor com a condição, sempre com a avaliação oftalmológica orientando cada caso de forma individual.

Como funciona a lágrima

A lágrima não serve só para chorar. Ela forma uma camada que protege e lubrifica a superfície do olho a cada piscada, mantém a visão nítida e ajuda a defender o olho contra agressões externas, como poeira e microrganismos. Essa camada é formada por diferentes componentes que precisam estar em equilíbrio para funcionar bem.

Quando esse equilíbrio se altera, seja na quantidade ou na qualidade da lágrima, surge o olho seco. Por isso, o olho seco não é sempre igual: ele pode ter diferentes origens, e identificar a causa ajuda a direcionar os cuidados de forma mais adequada para cada pessoa.

Sintomas mais comuns

Os sintomas do olho seco podem variar de pessoa para pessoa, mas costumam incluir:

Um detalhe que costuma confundir: o olho seco pode causar lacrimejamento. Parece contraditório, mas a irritação da superfície pode estimular uma produção reflexa de lágrima de baixa qualidade, que não lubrifica direito. Por isso, olhos que lacrimejam também podem estar secos, e esse é um motivo comum de confusão.

Causas e fatores que contribuem

Vários fatores podem favorecer o olho seco:

Como as causas são variadas, a avaliação oftalmológica ajuda a entender o que está por trás do olho seco em cada pessoa e a orientar o manejo de forma adequada. Tratar o olho seco sem entender a sua origem costuma trazer alívio apenas temporário.

O olho seco costuma ser uma condição para manejar no dia a dia, mais do que algo que se resolve de uma vez. Entender os gatilhos e adotar cuidados consistentes faz diferença no conforto. O acompanhamento ajuda a ajustar a conduta ao longo do tempo.

Cuidados no dia a dia

Alguns cuidados costumam fazer parte do manejo do olho seco e podem ajudar no conforto. Eles são orientados conforme cada caso, mas em geral envolvem:

Pausas das telas

Fazer pausas regulares ao usar computador e celular e lembrar de piscar com mais frequência ajuda a redistribuir a lágrima. A regra de olhar para longe de tempos em tempos é uma forma simples de dar descanso aos olhos durante o trabalho.

Ambiente

Evitar o fluxo direto de ar condicionado e ventiladores nos olhos e manter o ambiente menos seco pode reduzir o desconforto, especialmente em quem passa muitas horas em locais fechados.

Lubrificação

O uso de lágrimas artificiais é um recurso comum para lubrificar a superfície, e o oftalmologista orienta o tipo e a frequência conforme o caso. A automedicação prolongada com colírios diversos não é recomendada, porque nem todo colírio é adequado para o olho seco.

Higiene das pálpebras

Em alguns casos, cuidados com a higiene das pálpebras fazem parte do manejo, conforme a origem do olho seco, já que a saúde das margens das pálpebras influencia a qualidade da lágrima.

Olho seco e o uso de lentes de contato

Quem usa lentes de contato merece uma atenção especial em relação ao olho seco, porque as lentes podem acentuar o desconforto em algumas pessoas. Isso não significa que usar lentes seja proibido para quem tem olho seco, mas sim que os cuidados precisam ser redobrados e que a avaliação oftalmológica ajuda a ajustar o uso.

Seguir as orientações sobre o tempo de uso, a higiene e a troca das lentes, além de manter a lubrificação adequada, faz diferença no conforto. Em alguns casos, o oftalmologista pode reavaliar o tipo de lente ou o esquema de uso. O importante é não ignorar o desconforto, porque ele costuma ser um sinal de que algo pode ser ajustado para melhorar a experiência no dia a dia.

Por que o olho seco não deve ser ignorado

Pode parecer que o olho seco é apenas um incômodo passageiro, mas quando os sintomas são frequentes e persistentes, vale levar a sério. A superfície ocular bem lubrificada é importante para o conforto, para a nitidez da visão e para a proteção do olho no dia a dia.

Ignorar o desconforto por muito tempo costuma só prolongar o problema, enquanto entender a causa e adotar os cuidados certos tende a trazer mais alívio. Por isso, o olho seco persistente merece avaliação, e não apenas o uso repetido de colírios por conta própria. Tratar a origem é mais eficaz do que apenas aliviar o sintoma de forma pontual.

Hábitos que ajudam a prevenir o desconforto

Além dos cuidados específicos orientados pelo oftalmologista, alguns hábitos simples no dia a dia costumam ajudar a reduzir o desconforto do olho seco e a prevenir crises. Eles não substituem a avaliação, mas funcionam como medidas complementares úteis:

Pequenas mudanças de rotina, somadas às orientações do oftalmologista, costumam fazer diferença no conforto ao longo do tempo. Cada pessoa percebe quais ajustes funcionam melhor no seu caso, e o acompanhamento ajuda a refinar essas estratégias conforme a resposta de cada um.

Quando procurar o oftalmologista

Se a sensação de areia, ardência, vermelhidão ou cansaço nos olhos é frequente e atrapalha o dia a dia, vale procurar uma avaliação oftalmológica. Sintomas persistentes não devem ser tratados apenas por conta própria, porque a causa precisa ser entendida para que o manejo seja eficaz.

Só o exame individual permite identificar a origem do olho seco e orientar os cuidados mais adequados para cada pessoa. O manejo consistente, com acompanhamento, é o que costuma trazer mais conforto a longo prazo. A indicação de qualquer conduta depende sempre da avaliação presencial, que considera os seus sintomas, a sua rotina e as características da sua superfície ocular de forma completa. O olho seco costuma melhorar bastante quando a causa é entendida e os cuidados são ajustados de forma individual, e por isso vale a pena buscar orientação em vez de conviver com o desconforto no dia a dia.

Avaliacao oftalmologica com especialista em cornea

Dra. Maria Cristina Leoratti (CRM-SP 78.215 · RQE 145.168) avalia casos de ceratocone, cornea, cirurgia refrativa e catarata em São Paulo. Cada conduta depende de exame individual. Atendimento particular.

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Perguntas frequentes

Olho que lacrimeja pode estar seco?

Sim, e isso costuma confundir. A irritação da superfície no olho seco pode estimular uma produção reflexa de lágrima de baixa qualidade, que não lubrifica direito. Por isso, olhos que lacrimejam também podem estar secos. Diante de lacrimejamento frequente associado a desconforto, vale uma avaliação oftalmológica para entender a causa e orientar os cuidados adequados.

Usar muito o celular e o computador causa olho seco?

O uso prolongado de telas é um fator que contribui para o olho seco, porque reduz a frequência com que piscamos e altera a distribuição da lágrima. Fazer pausas regulares, lembrar de piscar e olhar para longe de tempos em tempos ajuda. Se o desconforto é frequente, a avaliação oftalmológica orienta os cuidados mais adequados para cada caso.

Posso usar qualquer colírio para o olho seco?

Não é recomendado usar colírios por conta própria de forma prolongada. As lágrimas artificiais são um recurso comum para lubrificar a superfície, mas o tipo e a frequência devem ser orientados pelo oftalmologista conforme cada caso. Alguns colírios sem orientação podem não ser adequados. O ideal é a avaliação para definir o manejo correto.

Olho seco tem cura?

O olho seco costuma ser uma condição para manejar no dia a dia, mais do que algo que se resolve de uma vez, e a abordagem depende da causa. Com a identificação dos gatilhos e cuidados consistentes, muitas pessoas convivem com bastante conforto. O acompanhamento oftalmológico ajuda a ajustar a conduta ao longo do tempo, conforme a resposta de cada pessoa.

Quando o olho seco merece avaliação do oftalmologista?

Quando a sensação de areia, ardência, vermelhidão ou cansaço nos olhos é frequente e atrapalha o dia a dia, ou quando os sintomas persistem apesar dos cuidados gerais. Sintomas persistentes não devem ser tratados apenas por conta própria, porque a causa precisa ser entendida. Só o exame individual permite identificar a origem e orientar os cuidados adequados.

Dra. Maria Cristina Leoratti
CRM-SP 78.215 · RQE 145.168 - Oftalmologista, Especialista em Cornea

Oftalmologista com 28 anos de experiencia, especialista em cornea, ceratocone, cirurgia refrativa e catarata. Atende em consultorio particular em São Paulo. Conteudo educativo: a indicacao de qualquer tratamento depende sempre de avaliacao presencial e exame individual.

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